
No evento realizado na Bélgica, Brasil e União Europeia discutiram a ampliação de parcerias industriais e investimentos em tecnologia, matérias-primas e soluções de baixo carbono. Os participantes concordaram que o Brasil possui potencial para ir além da exportação de commodities, buscando maior participação em cadeias de valor agregado.
Os debates ressaltaram a necessidade de corrigir a falha na participação do Brasil em cadeias de maior valor agregado, especialmente em relação à crescente demanda por proteínas e outros produtos no mercado internacional, como o chinês.
A expectativa é que o acordo Mercosul-União Europeia funcione como uma plataforma para aprofundar a cooperação, não apenas aumentando as exportações, mas também promovendo a participação em novas cadeias industriais e soluções sustentáveis.
O Brasil é visto como um parceiro importante no processo de descarbonização da União Europeia, com iniciativas como o projeto Próbono, que visa desenvolver sistemas de agricultura de baixo carbono em parceria com instituições como a Embrapa e a Universidade de São Paulo.
Resultados iniciais do projeto mostram que é possível cultivar soja no Brasil com uma pegada de carbono 64% menor, beneficiando tanto o Brasil quanto a Europa ao levar essas tecnologias para o continente europeu.
O Fórum de Parceria Industrial União Europeia-Brasil ocorreu em paralelo à agenda organizada pela PEX e pelo governo federal em Bruxelas.
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