
O crédito fundiário tem se mostrado uma alternativa importante para jovens agricultores que buscam adquirir terras, mas ainda enfrenta desafios significativos. Apesar do aumento no número de operações na região Sul do Brasil, entidades apontam gargalos que dificultam o acesso à terra.
Entre os principais obstáculos enfrentados pelos jovens agricultores estão:
Diego, um agricultor de 21 anos de Cantagalo, Paraná, relata sua experiência ao tentar financiar a compra de uma área que pertenceu à sua avó. Ele destaca que o processo é demorado e requer a reunião de diversos documentos.
No período de 2024 a 2025, o número de contratos de crédito fundiário praticamente dobrou, passando de 191 para 393 operações. Os recursos liberados também aumentaram, alcançando R$ 89,8 milhões em 2025.
Os estados do Sul apresentaram os seguintes números de contratos:
Apesar do crescimento, ainda existem mais de 500 propostas na fila para serem contratadas. Além disso, o preço médio das operações no Paraná chegou a R$ 265.600, o maior entre os três estados do Sul.
O crédito fundiário é visto como uma oportunidade para a sucessão familiar no campo, permitindo que jovens permaneçam em suas comunidades e contribuam para a produção de alimentos. A articulação com outras políticas públicas, como assistência técnica e extensão rural, é fundamental para garantir o sucesso do programa.
Atualmente, cerca de 45% das operações de crédito fundiário em 2025 são destinadas a jovens, que buscam condições mais acessíveis para continuar suas atividades no campo.
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