Soja sobe no Brasil com oferta restrita e avanço dos preços em Chicago; confira

Cotação da soja, preços
Cotação da soja

O mercado brasileiro de soja apresentou ofertas muito firmes no físico nesta quinta-feira (10), acompanhando as fortes altas em Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que as cotações ficaram bastante aquecidas nos portos, com reporte de negócios em Rio Grande e Paranaguá.

O dólar teve uma sessão de maior volatilidade, chegando a registrar forte alta pela manhã. No físico, a pouca oferta disponível mantém os produtores retraídos, sustentando a estrutura de preços diante das necessidades dos compradores.

“Em regiões do Centro, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, resta muito pouco volume de soja”, destaca Silveira. No Matopiba, praticamente não há mercado disponível, com atuação concentrada nas ofertas da safra nova.

Segundo o analista, o basis local permanece extremamente forte. Em Mato Grosso, por exemplo, há ofertas muito acima da paridade, embora para poucos volumes. O spread entre compradores e vendedores também segue elevado.

O dia registrou melhores negócios, mas a movimentação ficou mais concentrada nos portos. No mercado interno, a originação permaneceu reduzida.

Preços da Soja

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,50 para R$ 155,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,50 para R$ 156,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 150,00 para R$ 151,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 144,00 para R$ 147,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 161,00 para R$ 162,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,50 para R$ 163,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quinta-feira, atingindo os melhores níveis em três anos. Na véspera do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a demanda chinesa pelo produto americano e a disparada do petróleo sustentaram as cotações.

Segundo matéria da Agência Reuters, a China comprou cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos Estados Unidos nesta semana, aumentando as aquisições antes da visita do presidente chinês Xi Jinping a Washington, prevista para o final deste mês.

As compras elevam o total de soja norte-americana adquirida pela China para quase metade das 25 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que Pequim havia se comprometido a comprar anualmente até 2028. Hoje, os exportadores privados anunciaram a venda de 271 mil toneladas para a China e de 206,5 mil toneladas para destinos não revelados.

O Departamento deverá indicar corte nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27 para a soja. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,492 bilhões de bushels. Em agosto, a previsão era de 4,519 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 289 milhões de bushels, contra 320 milhões indicados em agosto. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 325 milhões para 320 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,1 milhões de toneladas, recuando frente aos atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá manter sua estimativa em 125,1 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 22,75 centavos de dólar ou 1,73%, a US$ 13,32 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,47 1/4 por bushel, com elevação de 22,00 centavos de dólar ou 1,66%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 5,40 ou 1,53% a US$ 356,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 71,92 centavos de dólar, com ganho de 1,35 centavo ou 1,91%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,18%, sendo negociado a R$ 5,1011 para venda e a R$ 5,0991 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0829 e a máxima de R$ 5,1459.

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