
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com pressão de queda nos preços nesta sexta-feira (21), em um ambiente de negócios pautado por uma posição mais confortável das escalas de abate, em especial para os frigoríficos de maior porte.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, diante desse cenário, as tentativas de compra em níveis mais baixos se tornaram recorrentes nas mais diferentes regiões do país.
No início do dia, o presidente norte-americano anunciou isenção total de tarifas para 300 mil toneladas de carne bovina por 90 dias, para reduzir o quadro de escassez presente no país.
“As regras não foram estabelecidas, mas o Brasil pode ser o principal beneficiado da medida, diante do perfil de corte isento (prioritariamente dianteiro bovino) e pela quantidade de plantas habilitadas para exportação aos Estados Unidos que o país possui”, assinalou Iglesias.
O mercado atacadista permanece fragilizado, com perspectiva de queda nas cotações. Segundo Iglesias, a demanda segue deprimida, diante do menor apelo ao consumo, e a expectativa é de continuidade desse movimento no curtíssimo prazo.
“As proteínas concorrentes permanecem altamente competitivas, em um ambiente marcado pelo excesso de oferta de carne suína, carne de frango e ovos”, ressalta.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,2209 para venda e a R$ 5,2189 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1733 e a máxima de R$ 5,2488. Na semana, a moeda valorizou 2,7%.
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