
O mercado físico do boi gordo segue enfrentando um período de baixa nos preços nas principais regiões de produção e comercialização do país.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos operam com escalas de abate mais confortáveis no decorrer de agosto, em especial os de maior porte.
“A incidência de animais de parceria somado a utilização de confinamento próprio ajuda nesse posicionamento mais confortável”, contextualiza.
De acordo com ele, a demanda de carne bovina se mostra deprimida, com atacado novamente em queda e o ritmo de exportação mais fraco, algo já previsto para o terceiro trimestre em função da medida de salvaguarda imposta pela China na última virada de ano.
O mercado atacadista mais uma vez cumpre a expectativa e se depara com novo recuo das cotações. Iglesias ressalta que a demanda está enfraquecida, com menor incentivo ao consumo.
“A expectativa é de continuidade deste movimento no curtíssimo prazo, ao mesmo tempo em que as proteínas concorrentes seguem altamente competitivas, convivendo com um ambiente de excesso de oferta, tanto para a carne suína, carne de frango e ovos.”
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,1943 para venda e a R$ 5,1923 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1778 e a máxima de R$ 5,2013.
O post Arroba do boi gordo e mercado atacadista: veja as cotações do dia apareceu primeiro em Canal Rural.