
O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana, em meio à tentativa dos frigoríficos de alongar as escalas de abate.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o cenário de oferta mais restrita no momento levou as indústrias a desembolsarem valores maiores pela arroba do boi.
"Por outro lado, chama a atenção a demanda fragilizada, especialmente na exportação. O ritmo de embarques vem apresentando arrefecimento semana após semana, com o esgotamento precoce da cota chinesa", avalia.
Conforme o especialista, outro ponto a ser mencionado é que o mercado interno apresenta no momento um padrão de preços mais acomodado para a carne no atacado, o que traz maior pressão aos frigoríficos. “Mesmo assim, para evitar uma ociosidade maior, mais indústrias anunciaram férias coletivas no decorrer da semana”, acrescenta.
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 23 de julho:
O mercado atacadista registrou preços de estáveis a mais baixos durante a semana, em meio ao ambiente de negócios mais fraco observado durante a segunda quinzena do mês, que conta com um menor apelo ao consumo.
Iglesias lembra que a carne bovina segue menos competitiva em relação às proteínas concorrentes, especialmente na comparação com a carne de frango.
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 896,768 milhões em julho até o momento (13 dias úteis), com média diária de US$ 68,982 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 140,389 mil toneladas, com média diária de 10,799 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.387,70.
Em relação a julho de 2025, houve alta de 3,3% no valor médio diário da exportação, queda de 10,3% na quantidade média diária exportada e avanço de 15,1% no preço médio.
O post Arroba teve alta de 4,5% na semana, mas elevação não deve se sustentar no curto prazo apareceu primeiro em Canal Rural.