
O esgotamento da cota de importação de carne bovina brasileira sem tarifa para a China já começa a provocar mudanças na indústria frigorífica. Segundo Roberto Perosa, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), é improvável que o Brasil consiga redirecionar o volume de carne destinado à China para outros mercados.
O Brasil enviou 1,7 milhão de toneladas de carne bovina à China no último ano. Este ano, Pequim fixou um limite de 1.106.000 toneladas, resultando em um corte de quase 35% no principal mercado, que consome metade da carne exportada pelo Brasil. As indústrias estão adotando medidas para evitar a produção sem destinação, como:
Com o fim da cota, a tarifa de importação cobrada pela China saltou de 12% para 67%, inviabilizando o produto brasileiro. Essa mudança representa um novo patamar no comércio de carne bovina, exigindo atenção e cautela por parte dos consumidores brasileiros.
O excedente de carne que deixa de ser embarcado para o exterior não deve resultar em alívio nos preços. Mesmo que parte desse excedente seja absorvida pelo mercado interno, os custos de produção, juros altos e a dificuldade de acesso ao crédito podem levar a um aumento nos preços da carne. Cerca de 70% da produção de carne bovina é destinada ao mercado interno, e a diminuição das exportações pode impactar os preços no Brasil.
O post Fim da cota chinesa provoca mudanças no mercado de boi gordo brasileiro apareceu primeiro em Canal Rural.