
Os frigoríficos brasileiros estão desacelerando a produção e concedendo férias coletivas aos funcionários devido à proximidade do limite de cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de uma pausa na demanda chinesa até outubro, o que obriga o setor a redirecionar as vendas e ajustar o ritmo de abates em todo o país.
Dados recentes indicam que 65% da cota de exportação para a China foi preenchida até maio, com a produção que saiu do Brasil até a primeira quinzena de abril ainda aguardando chegada ao mercado chinês. O volume embarcado em junho apresentou um crescimento de 10%, mas a percepção entre os frigoríficos é de que a cota já estaria plena.
As indústrias que não têm um grande volume de vendas para o mercado interno tendem a diminuir o nível de abates, pressionando a cotação da carne bovina para tornar os preços mais acessíveis ao consumidor.
O mercado interno é visto como o principal destino para a carne, mas enfrenta desafios como o aumento do endividamento das famílias e a concorrência com outras proteínas, como frango e suíno, que estão com preços mais favoráveis. A pressão sobre os preços da carne bovina pode continuar, dificultando a manutenção de preços acessíveis nas gôndolas.
Os próximos meses são considerados nebulosos para o mercado, com a possibilidade de preços mínimos em julho e agosto. A expectativa é de uma recuperação a partir de setembro, com um consumidor com maior renda devido a fatores como geração de emprego temporário e festividades de final de ano.
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