
O mercado físico do boi gordo apresenta manutenção dos preços em grande parte do país, com poucas exceções. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias ressalta que, no geral, o dia foi de inexpressiva fluidez dos negócios, com algumas indústrias ausentes da compra de gado.
“As escalas de abate apresentam relativo conforto, posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional”, pontua.
Segundo o especialista, o esgotamento precoce da cota chinesa ainda é o principal elemento de demanda a ser considerado no curtíssimo prazo. A expectativa é que o governo chinês emita o alerta de que 80% da cota brasileira foi preenchida nos próximos dias, consequência do ritmo acelerado dos embarques em maio e junho.
O mercado atacadista encerrou a semana apresentando acomodação dos preços no decorrer da sexta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma queda dos preços no curtíssimo prazo, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo.
“A entrada dos salários na economia é um importante motivador para a retomada do movimento de alta durante a primeira quinzena de julho. A carne bovina segue menos competitiva em relação às proteínas concorrentes”, completou.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1674 para venda e a R$ 5,1654 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1559 e a máxima de R$ 5,1879. Na semana, a valorização foi de 0,07%.
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