
O mercado físico do boi gordo ainda conta com negociações abaixo da referência média em grande parte do país.
O analista da consultoria Safras & Mercado ressalta que os frigoríficos seguem reorganizando a programação de acordo com a expectativa de esgotamento precoce das cotas brasileiras de exportação para a China.
“Diante disso, surge a necessidade de reduzir os abates. Alguns frigoríficos apontam até mesmo para férias coletivas neste período de maior incerteza quanto ao fluxo de exportação.”
Conforme antecipado, a salvaguarda chinesa vem provocando instabilidade e muita volatilidade no mercado pecuário brasileiro. Diante de preços pouco atrativos no mercado futuro, a intenção de confinamento passa a apresentar recuos, com relatos de menor ocupação em vários confinamentos Brasil a fora.
“Essa situação pode promover altas consistentes durante o último trimestre”, ressalta Iglesias.
O mercado atacadista ainda apresenta estabilidade em seus preços, com expectativa de recuperação nos próximos dias.
“Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável, em especial às vésperas dos jogos da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango.”
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.
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