Área com seguro rural despenca e resseguradoras ganham espaço no Brasil

Um levantamento do Observatório do Crédito de Seguro Rural da Fundação Getúlio Vargas revela uma queda alarmante na área protegida por seguro rural no Brasil, que despencou de 13,4 milhões para apenas 3,2 milhões de hectares entre as safras de 2021 e 2025. O alto custo das apólices e a baixa cobertura têm levado os produtores a plantar sem seguro, o que aumenta os riscos em um cenário de problemas climáticos constantes.

Impacto da queda na área segurada

A pesquisa indica que, para recuperar os 10 milhões de hectares que saíram do seguro, seriam necessários pelo menos R$ 300 bilhões. Caso uma política de fortalecimento da subvenção da soja elevasse o percentual de 20% para 30%, esse valor poderia saltar para R$ 1 bilhão.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • Com cortes no programa de subvenção do prêmio do seguro rural, a contratação se tornou praticamente impossível, especialmente no Rio Grande do Sul.
  • Produtores têm que escolher entre contratar um seguro rural ou ter recursos para plantar.
  • A falta de crédito e o endividamento têm levado os agricultores a buscar mais crédito privado e a contratar menos seguros.

O papel das resseguradoras

As resseguradoras, que assumem parte do risco das seguradoras, estão ganhando espaço nesse cenário. A Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) destaca que essas empresas diluem os riscos e oferecem capacidade financeira para cobrir perdas. O setor de resseguros cresceu nos últimos anos, tornando-se uma operação sofisticada que exige condições adequadas das seguradoras.

Consequências das perdas climáticas

Um estudo do Centro Internacional Celso Furtado aponta que as perdas severas por clima nas últimas safras causaram uma baixa de R$ 10 bilhões por ano no agro brasileiro. Com a diminuição da área segurada, as ferramentas privadas, como o resseguro, devem avançar para garantir cobertura e estabilidade para seguradoras e instituições financeiras.

Considerações finais

Embora os produtores não lidem diretamente com as resseguradoras, é crucial que estejam atentos às condições do mercado de seguros, pois isso impacta a disponibilidade e os valores segurados. A resseguradora desempenha um papel fundamental na indenização, garantindo que os produtores recebam o que contrataram.

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