
Nesta semana, entidades do setor de proteína animal se mobilizaram contra o embargo da União Europeia à proteína animal brasileira, que entrará em vigor em setembro. Em um ofício conjunto, a BIEC e a BPA solicitaram ao Ministério da Agricultura o banimento do uso de antibióticos na criação de aves e bovinos, como resposta a essa restrição.
A medida da União Europeia visa garantir que produtos importados não contenham resíduos de antimicrobianos, que são utilizados na medicina veterinária. Ricardo Jordão, médico veterinário do Instituto Biológico, destacou que a questão não é apenas documental, mas envolve a comprovação do uso de produtos permitidos na pecuária brasileira.
Jordão enfatizou que a implementação de um receituário veterinário é crucial para garantir a qualidade dos produtos. Essa medida ajudaria a controlar o uso de antimicrobianos e a evitar resíduos na carne, assegurando que os padrões de qualidade sejam mantidos tanto para o mercado interno quanto para exportações.
O prazo para adequação às exigências da União Europeia é 3 de setembro. Apesar das dificuldades, Jordão se mostrou otimista quanto à possibilidade de o Brasil atender a essas demandas, ressaltando a importância de demonstrar a qualidade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
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