
Em reunião com ministros na manhã desta quarta-feira em Brasília, o presidente Lula criticou as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, reafirmando que o Brasil não aceitará esse tratamento. Lula destacou a necessidade de buscar alternativas no mercado internacional.
A taxação, que entrará em vigor em julho, prevê tarifas de 25% sobre produtos como etanol, açúcar, arroz, roupas e sapatos, além de maquinários e motores. O governo americano justifica essas medidas alegando que o Brasil falhou em combater a censura nas plataformas digitais, a pirataria, a corrupção e o desmatamento ilegal.
Enquanto isso, cerca de 700 itens estão isentos de tarifas, incluindo carnes, frutas, café e minerais. A tarifa atual sobre o etanol brasileiro é de 12,5%, enquanto o Brasil cobra 18% sobre o etanol americano. Lula enfatizou que o Brasil é um país democrático e soberano, e que buscará novos parceiros comerciais caso os Estados Unidos não queiram comprar produtos brasileiros.
Leonardo Munhz, especialista em direito internacional, observou que as novas tarifas têm base jurídica em uma lei americana que permite a aplicação de tarifas em caso de segurança nacional. Ele destacou que, ao contrário de tarifas anteriores, essas novas taxações seguem o rito legal americano.
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