
O Espírito Santo prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária para prevenção e enfrentamento da influenza aviária (H5N1) no estado. A decisão foi definida, por unanimidade, durante reunião do Comitê Gestor de Enfrentamento à Influenza Aviária, realizada na terça-feira (5).
A medida acompanha a Portaria nº 896 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada em março deste ano, que prorrogou a emergência sanitária em todo o país até 09 de novembro de 2026.
Com a nova decisão, o Decreto Estadual nº 5.454-R chega à sua quinta prorrogação desde a publicação inicial, em julho de 2023. O objetivo é garantir a continuidade das ações de monitoramento, prevenção e controle da doença, preservando a sanidade da avicultura comercial.
O Espírito Santo foi o primeiro estado brasileiro a registrar ocorrências do vírus H5N1 em aves silvestres migratórias, em maio de 2023. Desde então, o estado vem mantendo uma atuação integrada entre órgãos públicos e o setor produtivo, reforçando medidas de biosseguridade, vigilância e orientação aos produtores rurais.
“A prorrogação do estado de emergência é uma medida preventiva fundamental para mantermos o alto nível de vigilância sanitária no Espírito Santo. Esse trabalho contínuo é essencial para proteger a produção avícola”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli.
A recomendação é que qualquer suspeita da doença em aves domésticas ou silvestres (especialmente em casos de sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortes repentinas) seja comunicada imediatamente pelo sistema e-Sisbravet, disponível no site do Idaf. Também é orientado que a população evite contato direto com aves doentes ou mortas sem proteção adequada.
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