
O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos nas principais regiões produtoras do país, incluindo São Paulo, onde os frigoríficos começam a indicar para escalas de abate mais confortáveis.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o destaque desta terça-feira (25) vai para o fato de, logo no início do dia, as autoridades chinesas terem anunciado que a investigação em torno do impacto das importações de carne bovina sobre a produção local foi prorrogada para o dia 26 de janeiro de 2026.
“Foi o segundo adiamento dessa investigação que foi iniciada no final de 2024. Essa é uma variável determinante para o mercado do boi gordo, considerando o peso da China na importação de carne bovina brasileira”, disse.
O mercado atacadista se depara com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a semana, em linha com a boa demanda prevista para o período.
“Com a demanda interna chegando ao seu auge durante o último bimestre, o que se espera é maior propensão a reajustes dos preços do traseiro bovino, cortes mais apreciados nesse período do ano”, assinalou.
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3756 para venda e a R$ 5,3736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3560 e a máxima de R$ 5,4130.
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