
O munícipio de Rio Bonito do Iguaçu (PR) foi praticamente destruído após um tornado de categoria F3 atingir a região no fim da tarde desta sexta-feira (7). Segundo meteorologistas, o fenômeno ocorreu durante o deslocamento de uma frente fria, que passou por todas as áreas do estado com vários núcleos de tempestade.
Reinaldo Kneib, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), explica que o tornado que deixou pelo menos seis mortos e mais de 700 feridos foi classificado inicialmente com o índice F2. “A classificação do tornado foi baseada na análise dos danos e também nas imagens do radar meteorológico do Simepar”, diz.
Porém, análises atualizadas do Simepar feitas neste sábado (8) reclassificaram o fenômeno para a categoria F3. Mas, afinal, como se forma um tornado?
Os tornados se formam dentro de grandes nuvens de tempestade, conhecidas como supercélulas. Esse tipo de nuvem surge quando massas de ar quente e úmido se chocam com massas de ar frio e seco, criando condições favoráveis para instabilidade atmosférica intensa.
Quando o ar quente começa a girar dentro da nuvem, ocorre o que os meteorologistas chamam de cisalhamento do vento, uma mudança na direção e na velocidade das correntes de ar em diferentes altitudes. Esse movimento rotativo pode dar origem ao funil característico do tornado, que se alonga até tocar o solo.
A intensidade dos tornados é medida pela Escala Fujita, que vai de F0 a F5. A classificação leva em conta a velocidade dos ventos e o nível de destruição causado.
Em Rio Bonito do Iguaçu, que teve 90% da área urbana comprometida, os ventos ultrapassaram os 250 km/h. Os estragos e prejuízos seguem sendo contabilizados pelo governo do estado, a Defesa Civil e outros órgãos de apoio.
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