
Garantir alimento de qualidade e em quantidade durante a estiagem é um desafio central para a pecuária lucrativa. A adubação da pastagem se consolida como uma estratégia poderosa para o sucesso do diferimento (vedação) e para o aumento da capacidade de suporte da propriedade.
Segundo o zootecnista Iorrano Cidrini, ao adubar o pasto com foco no diferimento, o produtor rural eleva significativamente a quantidade e a qualidade da forragem acumulada. Esse manejo não apenas aumenta a capacidade de suporte da propriedade, mas também melhora diretamente o desempenho dos animais no período seco.
O nitrogênio é o principal nutriente que promove o crescimento vegetal, e a adubação nitrogenada é essencial para otimizar o processo de acúmulo de massa. Um pasto diferido com a devida nutrição reduz a necessidade de suplementação, pois oferece um alimento com valor nutritivo superior, diminuindo os custos operacionais.
Confira o que diz o especialista:
A adubação no diferimento promove alterações na fisiologia e no metabolismo da forrageira, garantindo um estoque superior de material para o rebanho:
A adubação pode ser integrada de forma estratégica com a técnica de escalonamento do diferimento. Sem adubação, o escalonamento pode resultar em períodos de vedação mais curtos, o que garante a máxima qualidade da forragem, mas penaliza o estoque acumulado.
No entanto, ao combinar o escalonamento com a adubação, é possível alcançar o “melhor dos mundos”: o produtor obtém diferimentos mais curtos, com um crescimento acelerado da forragem, resultando em um alto teor de proteína bruta.
Isso permite o uso de uma área de alta qualidade e ter, simultaneamente, outra área diferida, garantindo maior estoque e qualidade contínua para o período de ocupação na seca.
O post Pasto na seca: como a adubação otimiza o diferimento e o desempenho do gado apareceu primeiro em Canal Rural.