
A Reforma Tributária sancionada nesta quinta-feira (16) promete simplificar a cobrança de impostos no Brasil com mudanças gradativas até 2033. O principal destaque é a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, que substituirá cinco tributos atuais. A União administrará a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), enquanto estados e municípios gerenciarão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Com inclusão de exceções para setores da economia e produtos, a alíquota-padrão do IVA subiu para 27,84%, segundo cálculos preliminares. Isso porque alíquotas menores para um segmento significa alíquota maior sobre os demais produtos. Entretanto, a alíquota-padrão foi limitada em 26,5%, com ajustes automáticos previstos a partir de 2033 para equilibrar o sistema.
Além do microempreendedor individual (MEI), regime criado em 2008 para beneficiar quem fatura até R$ 81 mil por ano, o Congresso criou a figura do nanoempreendedor, profissional autônomo que fatura até R$ 40,5 mil por ano (R$ 3.375 por mês). Esse limite equivale à metade do faturamento do MEI.
O nanoempreendedor poderá escolher entre ficar no Simples Nacional, regime simplificado para micro e pequenas empresas com taxação em cascata, ou migrar para o IVA, com alíquota maior, mas não cumulativo. Se migrar para o IVA, a pessoa deixará de contribuir para a Previdência Social.
A Reforma Tributária busca maior justiça, redução de custos para famílias de baixa renda e estímulo ao crescimento econômico, mantendo o foco na sustentabilidade fiscal e no incentivo a setores estratégicos.
O post Reforma Tributária: veja quais são as principais mudanças apareceu primeiro em Canal Rural.