
O mercado brasileiro de soja voltou do feriado de Ano Novo em ritmo lento. Nesta quinta-feira, apenas negócios com pagamentos e entregas futuras foram registrados, com lotes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente anularam a influência um do outro sobre os preços domésticos, que ficaram firmes, mas tecnicamente nominais.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em leve alta. A primeira sessão do ano foi marcada por poucos negócios. A sessão iniciou mais tarde e boa parte dos agentes seguem ‘de fora’, esticando o feriado de final de ano.
O clima na América do Sul continua sendo o principal fator de atenção do mercado. Uma certa preocupação com a previsão de poucas chuvas no Brasil e, principalmente, na Argentina nos próximos dias ajudou a sustentar as cotações. Mas o movimento de recuperação foi limitado pelo sentimento ainda de safra cheia nestes dois países.
O mercado também demandou atenção para o financeiro. A alta do petróleo ajudou a garantir os ganhos na soja. Mas a firmeza do dólar frente a outras moedas torna mais cara a commodity americana, o que também evita ganhos mais consistentes nos contratos futuros.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,12 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,25 por bushel, com ganho de 2,75 centavos, ou 0,26%.
Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 319,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 40,27 centavos de dólar, com baixa de 0,09 centavo, ou 0,22%.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.
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