
O mercado brasileiro da soja teve mais um dia de poucos negócios nesta sexta-feira (13). Com a queda na Bolsa de Chicago e o dólar subindo, os preços no Brasil ficaram de estáveis a mais baixos. A semana foi marcada por fraco movimento, uma vez que a indústria está abastecida e a janela de exportações quase finalizada.
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A perspectiva de safra cheia na América do Sul pressionou o mercado.
A safra brasileira deverá ser recorde. Conforme levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de soja deverá totalizar 166,211 milhões de toneladas na temporada 2024/25, com aumento de 12,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 147,718 milhões de toneladas. Em novembro, a Conab trabalhava com estimativa de safra de 166,143 milhões de toneladas.
O mercado também sentiu impacto negativo na fraqueza de outros óleos vegetais, além da firmeza do dólar frente ao euro, o que reduz a competitividade dos Estados Unidos no cenário exportador.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 0,75%, a US$ 9,88 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,95 por bushel, com perda de 8,25 centavos, ou 0,82%.
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 3,30, ou 1,13%, a US$ 286,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,61 centavos de dólar, com baixa de 0,06 centavo, ou 0,14%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 6,0286 para venda e a R$ 6,0266 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9726 e a máxima de R$ 6,0761. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,78%.
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