
O mercado brasileiro de soja apresentou uma quinta-feira (5) com baixa movimentação, com poucos negócios registrados e preços em queda nas principais praças de comercialização. A retração nos preços foi observada de forma geral, com destaque para a desvalorização da soja nas principais regiões produtoras. A instabilidade também foi influenciada pela oscilação do câmbio e pela diferença de expectativas entre compradores e vendedores.
Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam com preços mais altos, sustentados pela demanda aquecida pela soja americana e pelo bom desempenho do óleo de soja. O mercado identificou uma procura significativa por parte da China, o que tem impulsionado as exportações dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 136 mil toneladas de soja para a China. As exportações semanais americanas ficaram acima de 2,3 milhões de toneladas, alinhando-se com a estimativa de mercado.
O óleo de soja foi um dos maiores responsáveis pelos ganhos, refletindo também a valorização do óleo de palma após o governo da Indonésia anunciar um aumento na demanda por biodiesel. Além disso, as estimativas de safra de canola no Canadá foram revistas para baixo, impactando os preços.
O dólar comercial fechou em queda de 0,58%, cotado a R$ 6,0088 para venda e R$ 6,0068 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,9597 e R$ 6,0357.
Os dados são da Safras & Mercado.
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