São Paulo – Estímulo fiscal e implantação contínua de vacinas contra covid-19 ajudaram a melhorar a perspectiva de demanda de petróleo para este ano, segundo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O órgão revisou sua previsão de demanda global de petróleo para 200 mil barris por dia (bpd). O cartel citou o último projeto de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão dos Estados Unidos e “a recuperação contínua nas economias asiáticas” como motivos pela revisão.
Em seu relatório, a Opep apontou para a incerteza que o mercado de petróleo enfrenta nos próximos meses, diminuindo sua estimativa de demanda global para o primeiro semestre do ano devido às contínuas restrições ao coronavírus, mas aumentando sua previsão de demanda para o segundo semestre devido à “atividade econômica que deve acelerar à medida que o impacto da pandemia deve diminuir”.
Em seu relatório, o cartel observou que os estoques de petróleo das nações ricas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) caíram em janeiro para 46 milhões de barris acima da média de 2015-2019, com todas as três principais regiões globais reduzindo o excesso de oferta que acumularam durante o pior da pandemia.
A Opep aumentou sua previsão de oferta para produtores não pertencentes à OPEP, como Canadá, EUA, Noruega e Rússia para 1,0 milhão de bpd este ano, devido a uma perspectiva cautelosamente otimista e a recente alta acentuada nos preços do petróleo.
A organização ainda vê poucos sinais novos de que a produção dos Estados Unidos – que antes da pandemia desafiava o status do cartel como produtor mundial de petróleo – vai se recuperar para perto de seus níveis pré-coronavírus.
A OPEP deixou sua previsão de um aumento de 160 mil bpd na oferta dos Estados Unidos em 2021 inalterada, explicando que os gastos de capital upstream de não-OPEP em 2021 devem permanecer bem abaixo dos níveis de 2019, principalmente devido ao investimento projetado significativamente menor nos xisto.
Julio Viana / Agência CMA