
A participação do Brasil no mercado internacional de bioenergia foi destacada em recente reunião da União Europeia, onde o país se mostrou referência global no setor. O Brasil já apresenta uma matriz energética com cerca de 50% proveniente de fontes renováveis, enquanto a União Europeia busca aumentar essa participação para 42,5% até 2030.
A União Europeia enfrenta o desafio de ampliar a participação de energias renováveis, que atualmente está em 26%. O Brasil, por sua vez, já alcançou 86,8% de sua matriz elétrica proveniente de fontes como hidrelétricas, biomassa, energia eólica e solar.
O Brasil é um dos principais fornecedores de biocombustíveis no mercado internacional, com uma produção de 35 bilhões de litros de etanol. O acordo Mercosul-União Europeia estabelece cotas tarifárias específicas para a exportação de etanol e biocombustíveis, com um total de 650.000 toneladas anuais destinadas ao mercado europeu.
O Brasil busca desmistificar ideias sobre a produção de biocombustíveis, como a relação com o desmatamento e a competição com alimentos. A cana-de-açúcar ocupa menos de 1,5% do território brasileiro e está distante da Amazônia, enquanto a produção de biocombustíveis pode coexistir com a produção de alimentos.
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