
O mercado físico do boi gordo encerra a semana mantendo trajetória de alta, sustentado pela restrição da oferta de animais e pelo posicionamento pouco confortável das escalas de abate.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que as programações permanecem concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões, mantendo os frigoríficos ativos na compra de boiadas.
“Embora os reajustes tenham ocorrido com intensidades diferentes entre as praças, o cenário de curto prazo continua favorável à valorização da arroba. A retomada gradual da movimentação das indústrias voltadas ao mercado chinês também será importante para a sustentação da demanda por animais”, diz.
De acordo com ele, o cenário logístico mais provável para a China envolve o início da produção em outubro, seguido por embarques concentrados entre novembro e dezembro.
“Considerando o tempo de trânsito marítimo, parte relevante dessas cargas deverá ser internalizada somente em janeiro de 2027, utilizando a cota do próximo ano. Esse movimento não representa ampliação ou flexibilização automática da cota de 2026 e continuará condicionado às regras da salvaguarda chinesa e à disponibilidade do contingente tarifário no momento da internalização”, contextualiza Iglesias.
O mercado atacadista de carne bovina encerra a semana com preços mais elevados, refletindo a boa reposição observada após a entrada dos salários na economia.
“Apesar da melhora do fluxo de vendas, o espaço para avanços mais expressivos continua limitado pela maior competitividade da carne de frango e dos cortes suínos”, apontou Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,77%, sendo negociado a R$ 4,9855 para venda e a R$ 4,9855 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9756 e a máxima de R$ 5,0086. Na semana, o dólar acumulou queda de 4,4%.
O post Preços da arroba do boi: mercado encerra a semana em alta apareceu primeiro em Canal Rural.