Soja trava no Brasil: excesso de chuva impede avanço do plantio e mantém lavouras em preparação

O plantio de soja segue em ritmo lento no Rio Grande do Sul, mesmo após o início, em 1º de outubro, do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Segundo o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (8), a semeadura ainda é incipiente e está concentrada principalmente em áreas que já tinham autorização para implantação antecipada em setembro.

O avanço foi pontual ao longo da semana e ficou limitado pela elevada umidade dos solos, provocada pelo volume e pela frequência das chuvas. As condições têm dificultado o trânsito de máquinas e restringido a entrada dos produtores nas áreas destinadas ao cultivo.

Enquanto isso, predominam lavouras em fase de preparação, com dessecação avançada e prontas para receber as sementes assim que o solo apresentar condições adequadas para a operação.

Parte das áreas semeadas antecipadamente apresenta boa emergência e estande. Já as lavouras atingidas por granizo registraram danos nas plantas e continuam sendo acompanhadas para avaliar a capacidade de recuperação.

A cobertura com aveia e azevém tem apresentado bom desempenho na proteção do solo e no controle de plantas daninhas, segundo a Emater-RS. Por outro lado, o grande volume de palhada, associado à manutenção da umidade, pode dificultar o avanço das operações de semeadura.

Para a safra 2026/27, a Emater/RS-Ascar estima uma área de 6.645.384 hectares de soja, com produtividade projetada em 3.183 quilos por hectare e produção de 21.151.135 toneladas.

No mercado, o preço médio da soja no Rio Grande do Sul recuou 1,61% na semana, passando de R$ 142,00 para R$ 139,71. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, a soja disponível está cotada a R$ 149,00.

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