
O mercado físico do boi gordo manteve a trajetória de alta nesta quinta-feira (8), com reajustes observados em diferentes regiões produtoras.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias pontua que a oferta restrita de animais continua dificultando a composição das escalas de abate, que permanecem predominantemente entre cinco e sete dias úteis.
“Nesse ambiente, os frigoríficos seguem ativos nas compras e elevam gradualmente suas indicações para avançar na aquisição de boiadas. Embora a intensidade dos movimentos varie entre as praças, o fundamento predominante permanece altista, mantendo a perspectiva de novos reajustes no curto prazo”, destaca.
O mercado atacadista de carne bovina apresenta preços mais elevados ao longo da semana, favorecido pela entrada dos salários na economia e pelo maior ritmo de reposição entre atacado e varejo.
O movimento de alta permanece mais evidente no quarto traseiro, que avançou para R$ 29,50 por quilo em São Paulo. O quarto dianteiro continua precificado a R$ 22,00, enquanto a ponta de agulha permanece negociada a R$ 20,50 por quilo.
“Apesar da melhora do fluxo de vendas, a carne bovina ainda enfrenta limitações relacionadas à maior competitividade da carne de frango e dos cortes suínos, que permanecem como alternativas mais acessíveis ao consumidor”, assinalou Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,20%, negociado a R$ 5,0243 para venda e a R$ 5,0223 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0003 e a máxima de R$ 5,0268.
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