
O petróleo encerrou esta sexta-feira (2) em queda, depois de oscilar ao longo do dia com a notícia de que o G7 estuda liberar 100 milhões de barris de diesel e petróleo ao mercado nos próximos quatro meses. A movimentação ocorre em meio à oferta apertada e ao ambiente de tensão no Oriente Médio, enquanto segue distante um acordo entre Estados Unidos e Irã.
Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para dezembro fechou em baixa de 0,06%, ou US$ 0,06, a US$ 102,25 o barril. Na Nymex, o WTI para novembro caiu 1,9%, ou US$ 1,76, a US$ 91,11 o barril. No acumulado da semana, o Brent avançou 4,94%, enquanto o WTI recuou 1,41%.
Durante a sessão, o WTI chegou a cair 4% nas mínimas do dia após comunicado conjunto do G7 informar a intenção de liberar 100 milhões de barris de reservas. O plano prevê uma liberação substancial e antecipada de diesel nos primeiros 20 dias.
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A medida foi anunciada em meio à pressão do governo de Donald Trump sobre a União Europeia para reduzir estoques de emergência de diesel e aliviar os preços globais do combustível. Mais cedo, a Comissão Europeia rejeitou totalmente uma eventual proibição dos Estados Unidos às exportações de diesel, segundo a porta-voz Anna-Kaisa Itkonen. A possibilidade havia circulado durante a semana em declarações de autoridades americanas.
O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, afirmou que os Estados Unidos exportam entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de barris por dia de diesel e, nos últimos meses, respondem por mais da metade das importações europeias do derivado. Segundo ele, a liberação de estoques pela Europa pode ganhar tempo, mas não substitui capacidade de refino nem barris que deixem de passar pelo Estreito de Ormuz.
Também nesta sexta-feira (2), Trump anunciou a destinação de US$ 8,4 bilhões, vinculados ao acordo com a Coreia do Sul, para um projeto avançado de petróleo nos Estados Unidos. Na véspera, o presidente havia citado cerca de US$ 200 bilhões em projetos de energia do país asiático em território americano.
No Oriente Médio, a Reuters informou que a Arábia Saudita planeja uma ofensiva contra os houthis no Iêmen, com opções em análise que incluem um avanço pela costa para proteger a rota de navegação no Mar Vermelho.
O fechamento da sessão refletiu a combinação entre a possível entrada adicional de barris no mercado e a permanência de riscos geopolíticos em uma região central para o abastecimento global de petróleo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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