
O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média ao longo desta quinta-feira (17), em um ambiente pautado por escalas de abate menos confortáveis.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o cenário para os frigoríficos de maior porte ainda é mais tranquilo, considerando a incidência de animais de parceria, além da utilização de confinamentos próprios.
“O mercado segue atento ao fluxo exportador, somado ao comportamento da demanda no mercado doméstico. Por fim, é válido mais uma vez mencionar que o spread formado entre mercado futuro e mercado físico é amplo, principalmente quando se trata do vencimento outubro, próximo spot”, disse.
O mercado atacadista opera com preços acomodados nos níveis alcançados após as altas recentes.
Segundo Iglesias, a entrada dos salários na economia estimulou a reposição entre atacado e varejo durante a primeira metade do mês. Entretanto, para a segunda quinzena, a expectativa é de menor intensidade do consumo.
A elevada competitividade dos cortes suínos e da carne de frango também limita o espaço para novos avanços da carne bovina, especialmente em um ambiente de menor poder aquisitivo das famílias.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,25%, sendo negociado a R$ 5,1393 para venda e a R$ 5,1373 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1253 e a máxima de R$ 5,1773.
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