
O resultado reflete uma perda de ritmo ao longo do período: depois de crescer 0,3% no primeiro trimestre, a produção agroindustrial registrou retração de 0,8% no segundo. Em junho, o PIMAgro recuou 0,9% na comparação com o mesmo mês de 2025.
O resultado foi marcado por desempenhos distintos entre os segmentos. Enquanto Produtos Não Alimentícios recuaram 2,0% no semestre, Produtos Alimentícios e Bebidas registraram alta de 1,1%.
Entre os destaques, a produção de biocombustíveis cresceu 18,1%, impulsionada pelo aumento da moagem e da qualidade da cana-de-açúcar e pelo crescimento da demanda por etanol
O desempenho dos biocombustíveis também dialoga com frentes consideradas estratégicas pela Abag, como a transição energética e a bioeconomia. Esses temas integram a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira, lançada pela entidade durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), em agosto.
A Agenda reúne propostas para fortalecer a agroindústria diante de desafios estruturais e está organizada em três dimensões estratégicas, sete pilares e 23 tópicos estruturantes, que abrangem temas como ambiente regulatório e institucional, ciência e tecnologia, infraestrutura, financiamento, formação de pessoas e inserção internacional.
Entre as prioridades estão políticas voltadas ao financiamento, seguro rural e resiliência climática, além do fortalecimento das cadeias estratégicas da agroindústria brasileira.
A proposta busca ampliar a capacidade da agroindústria de investir, inovar e gerar valor diante de um ambiente marcado por mudanças climáticas, transformações geopolíticas, riscos de abastecimento e maior competição internacional.
Clique aqui para conferir a Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira.
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