
Um pesquisador de Uberaba, Minas Gerais, está conduzindo um estudo inovador para mitigar os efeitos das altas temperaturas no cultivo do tomate. A pesquisa investiga o uso de uma bactéria deotrófica em três variedades da fruta: tomate salada longa vida, saladete e tomate grape.
As altas temperaturas, especialmente em estufas, podem causar sérios danos ao cultivo do tomate, incluindo:
A bactéria utilizada no experimento, que apresenta coloração rosa, é comumente aplicada na soja para melhorar a eficiência do nitrogênio atmosférico. No cultivo do tomate, a aplicação foi feita na parte superior da planta em quatro ocasiões, semanalmente, desde o início do projeto, há quatro meses.
Os resultados da pesquisa devem ser divulgados no final de setembro. Se os resultados forem positivos, a bactéria poderá se tornar um aliado importante para os produtores de tomate, especialmente em períodos de altas temperaturas, reduzindo a necessidade de defensivos agrícolas e, consequentemente, beneficiando o consumidor ao evitar resíduos químicos na produção.
Além disso, a adaptação das plantas a temperaturas mais elevadas pode levar à diminuição dos custos de produção, uma vez que menos recursos serão necessários para controlar a temperatura dentro das estufas.
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