
A demanda por milho no Brasil cresce, impulsionada principalmente pela produção de carnes e pela expansão do etanol de milho. No entanto, o país enfrenta desafios significativos para ampliar a produção e encontrar formas mais eficientes de transporte do grão, especialmente no Sul, onde o milho é fundamental para a cadeia de proteína animal. O tema foi discutido no 35º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, realizado em Chapecó.
Santa Catarina consome cerca de 8,5 milhões de toneladas de milho por ano, mas produz apenas pouco mais de 2 milhões, resultando em um déficit de aproximadamente 6 milhões de toneladas. Essa quantidade precisa ser buscada em outras regiões e até no exterior.
O transporte do milho representa um custo significativo para a indústria, podendo chegar a 20% a 30% do valor do produto. A maior parte desse transporte depende das rodovias, mas a utilização de outros modais, como a cabotagem e ferrovias, pode reduzir custos e melhorar a previsibilidade do abastecimento.
As discussões no congresso abordaram a necessidade de conectar as regiões produtoras aos grandes centros de consumo. A ferrovia Norte-Sul, por exemplo, pode ser uma solução mais barata para o transporte de milho, desde que as regiões produtoras sejam adequadamente conectadas.
Um dos principais desafios enfrentados pelo setor é a falta de motoristas, com a idade média dos profissionais em 56 anos. A juventude tem mostrado resistência em se tornar motorista, o que contribui para o aumento de frotas desocupadas. A solução para esses problemas passa pela adoção de modais de transporte mais adequados e investimentos em infraestrutura logística.
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