
O mercado físico do boi gordo apresentou cotações de estáveis a mais baixas durante a semana.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a decisão dos Estados Unidos de isentar 300 mil toneladas de carne bovina (cortes do dianteiro para produção de hambúrgueres) das cotas tarifárias, não impactou incisivamente sobre as negociações cotidianas.
O especialista aponta que a euforia ficou restrita ao mercado futuro, que experimentou agressivo movimento de alta no decorrer dos últimos dias. “Para a primeira quinzena de setembro, a medida norte-americana deverá ter impacto limitado, com a indústria ainda calculando a viabilidade da ampliação dos embarques para este mercado”, destaca.
Segundo ele, o ambiente de negócios no Brasil seguiu pautado por maior conforto das escalas de abate, em especial para os frigoríficos de maior porte, o que contribuiu para a queda de preços em algumas praças.
Para setembro, quatro indícios apontam para um mercado pecuário de altas consistentes na arroba do boi gordo, na opinião do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri:
Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 27 de agosto:
O mercado atacadista registrou preços enfraquecidos durante a semana, ainda com perspectiva de queda no curto prazo. A demanda segue fragilizada, em meio ao menor apelo ao consumo.
“Paralelamente, as proteínas concorrentes permanecem altamente competitivas, em um cenário marcado pela oferta excessiva de carne suína, carne de frango e ovos”, detalha Iglesias.
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 873,580 milhões em agosto até o momento (15 dias úteis), com média diária de US$ 58,238 milhões, conforme os dados semanais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 141,071 mil toneladas, com média diária de 9,404 mil toneladas. Já o preço médio da tonelada ficou em US$ 6.192,50.
Em relação a agosto de 2025, houve baixa de 18,6% no valor médio diário da exportação, queda de 26,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 10,6% no preço médio.
*Com informações de Safras News
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