
As cotações das principais commodities agrícolas, como soja, milho e boi, estão em destaque nesta semana, com expectativas de volatilidade no mercado. O analista Carlos Cogo traz um panorama sobre as tendências e fatores que podem influenciar os preços nos próximos dias.
O preço da soja permanece firme na bolsa de Chicago, impulsionado por três fatores principais:
Esses elementos, combinados com um aperto de oferta nos Estados Unidos, sustentam os preços, que têm um piso estimado em torno de US$ 12 por bushel.
O mercado de milho apresenta uma situação diferente, com preços firmes devido à redução na estimativa de produtividade nos Estados Unidos. Os problemas de safra na União Europeia, causados por altas temperaturas, também contribuem para a sustentação dos preços, que estão acima de US$ 5 por bushel.
No setor de boi, a semana é marcada por fraqueza no mercado. Os frigoríficos reduziram as escalas de produção, refletindo uma retração nas exportações, que caíram 26% em agosto. Apesar disso, há sinais de recuperação na B3, com preços projetados em R$ 375 por arroba para fevereiro do próximo ano.
O cenário internacional também merece atenção, especialmente as notícias sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, que afetam as exportações e a volatilidade do petróleo. Além disso, a situação no Irã e Estados Unidos e a pressão sobre o mercado de fertilizantes são fatores que podem influenciar os preços das commodities.
Com a aproximação das eleições no Brasil, o dólar também pode sofrer oscilações, impactando diretamente os preços das commodities no mercado interno.
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