
O mercado físico do boi gordo ainda se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos, em um ambiente de maior disponibilidade de gado para abate.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte têm encontrado menor dificuldade na composição de suas escalas, contando com a incidência de animais de parceria, somado a utilização de confinamentos próprios.
Enquanto isso, ainda são evidenciadas especulações no mercado futuro, considerando o retorno precoce da China às compras de carne bovina brasileira, fazendo uso de rotas mais longas para que o produto chegue apenas em 2027.
“Essas operações parecem improváveis diante do adicional de custo logístico. De qualquer forma é evidenciada grande distância entre mercado físico e o vencimento setembro na B3. É válido mencionar que o consumo doméstico permanece deprimido, com expectativa de nova queda dos preços da carne no atacado”, disse o especialista.
O mercado atacadista confirma a tendência de enfraquecimento e registra queda nos preços para a carne bovina, com possibilidade de novos recuos no curto prazo.
Iglesias pontua que a demanda permanece enfraquecida, diante do menor estímulo ao consumo. “A expectativa é de continuidade desse cenário no curtíssimo prazo. Ao mesmo tempo, as proteínas concorrentes mantêm elevada competitividade, em um ambiente caracterizado pelo excesso de oferta de carne suína, carne de frango e ovos.”
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 5,1399 para venda e a R$ 5,1379 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1384 e a máxima de R$ 5,1656.
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