
O mercado de feijão começou agosto com movimentos distintos entre os principais tipos consumidos no país. Segundo o Indicador de preços Cepea/CNA, o avanço da colheita da terceira safra, sobretudo nas áreas irrigadas do Cerrado, ampliou a oferta de feijão carioca e manteve pressão sobre os preços. Já o feijão preto registrou sustentação nas cotações em meio à oferta doméstica mais restrita durante a entressafra.
No feijão carioca peneira 12 e nota 9 ou superior, os preços caíram, em média, 9,55% entre 30 de julho e 6 de agosto nas nove praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A maior queda foi registrada no Centro-Noroeste Goiano, com retração de 11,20%. No Sul/Sudoeste de Minas Gerais, o recuo foi de 6,58%.
De acordo com o Cepea, o aumento da disponibilidade de grãos de melhor qualidade manteve o mercado pressionado no início de agosto. Com a redução das margens, parte dos vendedores passou a considerar o armazenamento da produção, embora a necessidade de liquidez ainda sustente a oferta.
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Nos lotes intermediários de feijão carioca, notas 8 e 8,5, a desvalorização média foi de 7,43% entre 30 de julho e 6 de agosto, nas seis praças monitoradas. A queda variou de 5,67% no Leste Goiano a 9,18% em Itapeva (SP). A pequena diferença de preços entre os padrões de qualidade favoreceu a compra de lotes superiores, reduzindo a demanda pelos grãos intermediários.
No feijão preto tipo 1, o comportamento foi mais firme. Na média das praças acompanhadas, os preços subiram 1,37% no mesmo intervalo. No Oeste Catarinense, a menor disposição dos produtores em comercializar levou a uma alta de 4,28%. Em Itapeva (SP), os estoques das agroindústrias limitaram novas compras, com recuo de 1%.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de feijão somaram 106,82 mil toneladas em julho, maior volume mensal da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997. A Índia concentrou 81,8% dos embarques, e os feijões do grupo Vigna responderam por 93,1% do volume exportado. As importações totalizaram 6,23 mil toneladas no mês, sendo 70,4% de feijão preto. A Argentina respondeu por 99,8% das compras brasileiras.
No curto prazo, o avanço da colheita da terceira safra mantém a pressão sobre o feijão carioca, enquanto a oferta doméstica restrita sustenta as cotações do feijão preto, com apoio das importações argentinas para o abastecimento interno.
Fonte: cnabrasil.org.br
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