
O mercado brasileiro de soja teve uma sessão lenta, sem muitas novidades. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os movimentos registrados na Bolsa de Chicago foram pequenos e não provocaram alterações relevantes no mercado físico. O dólar também exerceu impacto limitado sobre as cotações.
Silveira destaca que, de maneira geral, as variações de preços foram apenas nominais, entre R$ 0,50 e R$ 1,00 por saca. O analista acrescenta que o produtor permaneceu bastante afastado das negociações, assim como os demais players.
“As indústrias também mostraram pouco apetite por compras, e nos portos não houve registro de volumes mais expressivos”, resume.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira (31), na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), acentuando as perdas da semana e reduzindo os ganhos mensais. Apesar do anúncio de novas vendas de produto americano, a previsão de chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias pressionou os contratos.
Na semana, novembro teve desvalorização de 5,3%. Mas no balanço de julho, os contratos acumularam valorização de 3,8%.
Precipitações neste período são banéficas ao desenvolvimento das lavouras. Agosto é um mês chave para a definição do potencial produtivo da safra americana. Até o momento, apesar das temperaturas elevadas recentes, as indicações são positivas.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 252.000 toneladas de soja para destinos não revelados, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.
Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago em julho. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar, ou 0,12%, a US$ 11,70 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,87 1/2 por bushel, com retração de 1,25 centavo de dólar ou 0,10%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,81% a US$ 314,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 67,26 centavos de dólar, com perda de 0,96 centavo ou 1,40%.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 5,0685 para venda e a R$ 5,0665 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0615 e a máxima de R$ 5,0875. Na semana, a moeda recuou 0,23% Em julho, a perda ficou em 1,83%.
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