
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negócios acima da referência média ao longo do dia, diante da posição pouco confortável das escalas de abate, que ainda atende entre cinco e sete dias úteis na média nacional. O ponto central do movimento de alta está na baixa disponibilidade de gado para o abate.
De acordo com o analista da Consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a evolução das escalas de abate e o ritmo das exportações são variáveis determinantes para a formação de tendência no curtíssimo prazo.
O mercado atacadista mantém preços predominantemente estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios continua oferecendo pouco espaço para reajustes mais expressivos, considerando a dificuldade da indústria em repassar as valorizações ao consumidor, em meio ao baixo poder de compra da população brasileira.
Paralelamente, as proteínas concorrentes seguem apresentando maior competitividade em relação à carne bovina, com destaque para a carne de frango, apontou Iglesias.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, sendo negociado a R$ 5,1215 para venda e a R$ 5,1195 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1095 e a máxima de R$ 5,1290.
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