Produtor de soja é exigente e espera por melhores cotações, mesmo com firmeza nos preços

Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços bastante firmes. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta, no entanto, que não houve reporte de grandes volumes negociados. “Pelo contrário, o mercado ficou contido, com o produtor esperando cotações ainda melhores”, afirma.

Segundo Silveira, o destaque ficou para os preços registrados em algumas regiões do Paraná, além de excelentes indicações em Goiás, especialmente em Rio Verde e também em Minas Gerais. “Essas localidades apresentam várias praças com preços bem acima da paridade”, destaca.

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O analista acrescenta que a Bolsa de Chicago segue firme, enquanto o dólar registrou alta e os prêmios permanecem sustentados. “Esse conjunto de fatores mantém o quadro interno favorável aos preços”, resume.

No mercado físico, os preços da soja ficaram assim:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): foi de R$ 141,00 para R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): as cotações evoluíram de R$ 141,00 para R$ 142,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira (13). A valorização do petróleo no mercado internacional, sinais de demanda aquecida pela soja americana e as preocupações com as projeções de temperaturas elevadas e clima seco nos Estados Unidos garantiram a sustentação dos preços.

As cotações do petróleo dispararam e subiram quase 10% no fechamento de Chicago, após o presidente dos Estados Unidos anunciar a cobrança de pedágio no estreito de Ormuz. O clima tenso no Oriente Médio impulsionou o petróleo, e os ganhos se estenderam às demais commodities.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.

As inspeções de exportação norte-americanas de soja chegaram a 418.592 toneladas na semana encerrada em 9 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,41%, a US$ 11,96 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,94 3/4 por bushel, com elevação de 4,00 centavos de dólar ou 0,33%.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 3,20 ou 0,99%, a US$ 317,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 72,82 centavos de dólar, com ganho de 2,36 centavos ou 3,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,48%, sendo negociado a R$ 5,1318 para venda e a R$ 5,1298 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1088 e a máxima de R$ 5,1393.

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