
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve as projeções para a produção média brasileira de combustíveis líquidos em 2026 e 2027, apesar de ajustar o ritmo de crescimento esperado entre os dois anos. A entidade também preservou as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em 2,0% para 2026 e 2,2% para 2027. Na avaliação da organização, a atividade econômica segue sustentada pelo consumo das famílias, pelos investimentos e pelo desempenho do setor agrícola.
No relatório mais recente, a Opep elevou a estimativa de crescimento da produção brasileira de combustíveis líquidos em 2026 para 340 mil barris por dia (bpd), ante 270 mil bpd no documento anterior. Mesmo com a revisão, a projeção para a produção média do ano foi mantida em 4,7 milhões de bpd.
Para 2027, a expectativa de expansão foi reduzida de 140 mil bpd para 110 mil bpd, com manutenção da produção média projetada em 4,8 milhões de bpd.
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Segundo a organização, a produção brasileira de petróleo bruto recuou cerca de 41 mil bpd em maio frente a abril, para média de 4,3 milhões de bpd. A produção de líquidos de gás natural (NGLs) ficou praticamente estável em torno de 104 mil bpd e a de biocombustíveis, principalmente etanol, permaneceu em aproximadamente 700 mil bpd. Com isso, a produção total de combustíveis líquidos caiu cerca de 40 mil bpd na margem em maio, para 5,1 milhões de bpd, volume 700 mil bpd acima do registrado um ano antes.
A Opep avalia que a expansão da oferta brasileira em 2026 será impulsionada pelos projetos de Búzios, Mero, Marlim, Bacalhau e Wahoo, além de novas entradas em operação no cluster de Albacora Leste. A entidade também citou atualizações da Petrobras sobre o avanço da produção no complexo de Búzios, com o ramp-up da plataforma P-78 e os preparativos para a entrada da P-80.
Para 2027, a organização continua projetando crescimento da produção em Búzios, Bacalhau e Wahoo, além de novos projetos no campo de Búzios e nos ativos do cluster Pampo-Enchova. A Opep voltou a alertar que custos de desenvolvimento mais elevados e a persistência da inflação podem reduzir a atratividade econômica dos projetos offshore, atrasar decisões finais de investimento e moderar o ritmo de expansão da oferta.
Na esfera macroeconômica, a Opep manteve a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2,0% em 2026 e 2,2% em 2027. A entidade passou a citar como fator de risco a possibilidade de os Estados Unidos imporem tarifas de 25% sobre importações brasileiras e reiterou que o ritmo do afrouxamento monetário dependerá da evolução da inflação e da atividade econômica.
Fonte: Estadão Conteúdo
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