
O mercado físico do boi gordo ainda se depara com inexpressivo fluxo de negociações no decorrer da semana.
O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias salienta que os pecuaristas relutam em entregar os animais nas atuais condições de preço, enquanto os frigoríficos que ainda operam com escalas encurtadas tentam sustentar a pressão baixista.
“No entanto, é válido ressaltar que as condições para cadenciar o ritmo dos negócios são piores no momento, considerando o atual momento das pastagens, além da necessidade de girar os negócios nos confinamentos, operação que representa crescimento representativo dos custos a cada dia adicional”, detalha.
Segundo ele, o virtual esgotamento da cota chinesa é um elemento importante a ser mencionado neste momento, com as indústrias ainda operando com maior capacidade ociosa para se adequar a uma realidade de menor exportação para o principal mercado do
Brasil nos últimos anos.
O mercado atacadista se depara com preços estáveis. A eliminação precoce da seleção brasileira de futebol resulta em uma expectativa mais comedida de consumo em relação à Copa do Mundo.
“A carne bovina ainda perde competitividade se comparado as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango”, destaca.
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,1468 para venda e a R$ 5,1448 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1363 e a máxima de R$ 5,1838.
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