
O especialista Miguel Daoud analisou a eficácia do projeto Proferte, que visa incentivar a produção de fertilizantes no Brasil, em um contexto onde o país importa cerca de 85% de seus fertilizantes. Durante a discussão, Daoud destacou a necessidade de entender as razões por trás dessa dependência e as condições necessárias para que a produção interna se torne viável.
Atualmente, o Brasil é um dos maiores importadores de fertilizantes do mundo, o que levanta questões sobre a capacidade do país de produzir esses insumos de forma competitiva. Daoud apontou que, apesar de o Brasil ter a maioria das matérias-primas necessárias, a produção local enfrenta desafios significativos.
Esses fatores tornam a produção de fertilizantes no Brasil menos atrativa em relação à importação, levando a um cenário onde as empresas preferem adquirir fertilizantes de outros países, onde os custos são mais baixos.
O Proferte foi criado para mitigar essa dependência, oferecendo incentivos financeiros para a produção local. No entanto, Daoud questionou se os recursos alocados, que somam R$ 10 bilhões até 2031, serão suficientes para transformar a realidade da produção de fertilizantes no Brasil.
Embora o Proferte represente um passo positivo, Daoud enfatizou que a verdadeira mudança dependerá de uma reestruturação econômica mais ampla, incluindo a redução de despesas governamentais e a estabilização das taxas de juros. Sem essas condições, a produção de fertilizantes no Brasil poderá continuar inviável.
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