
No Sul do Brasil, o alho roxo, uma produção tradicional do Planalto Catarinense, acaba de conquistar um importante reconhecimento. O produto recebeu do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o registro de identificação geográfica, que qualifica sua origem e qualidade.
Esse selo não apenas representa um reconhecimento, mas também valoriza o trabalho dos produtores que, por gerações, investem no cultivo do alho roxo na região. O alho roxo nobre, cultivado no meio-oeste catarinense, é considerado diferenciado em relação aos alhos importados, sendo mais forte e saboroso.
Fraiburgo, com aproximadamente 33.000 habitantes, é a principal produtora do alho roxo em Santa Catarina e um dos principais municípios produtores do Brasil. O plantio para a nova safra teve início há poucas semanas, e os produtores da região, incluindo Caçador, Lebon Régis e Montecarlo, comemoram o reconhecimento.
O cultivo do alho roxo é feito manualmente, desde o plantio até a colheita. Após a colheita, os bulbos são levados para cura, um processo que pode durar de 2 a 6 meses, aumentando o valor nutricional e o sabor do produto.
Os agricultores acreditam que o selo de identificação geográfica trará ainda mais valor ao negócio, contribuindo para a lucratividade e a valorização do alho roxo do Planalto Catarinense.
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