Rota Bioceânica vai transformar MS em hub de exportações do agro brasileiro, diz secretário

Arthur Falcette, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, participa do Fiap 2026
Foto: Junner Schmidt

A Rota Bioceânica tem potencial para transformar Mato Grosso do Sul em um dos principais corredores logísticos da América do Sul, reduzindo em até 17 dias o tempo de transporte de cargas brasileiras com destino à China e a outros mercados do Sudeste Asiático. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Arthur Falcette, durante o painel “Rota Bioceânica: o despertar do corredor das oportunidades”, no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).

Segundo Falcette, o projeto ligará os oceanos Atlântico e Pacífico, conectando Porto Murtinho (MS) ao Paraguai e seguindo até os portos chilenos, criando uma nova alternativa para o escoamento da produção brasileira.

“O corredor pode reduzir entre 14 e 17 dias o percurso das cargas destinadas à China, ampliando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional”, afirmou.

Integração entre quatro países

O secretário destacou que a Rota Bioceânica vai além de uma obra de infraestrutura. Segundo ele, trata-se de um dos maiores projetos de integração internacional da América do Sul, envolvendo quatro países e oito estados.

Embora a principal rodovia do corredor seja federal, a governança do trecho brasileiro ficará sob coordenação do Governo de Mato Grosso do Sul. Para isso, será criado um fórum subnacional, responsável por articular as ações entre os entes envolvidos. O estado terá uma cadeira permanente nesse conselho.

O projeto conta ainda com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que oferece consultoria técnica para a implementação do corredor logístico.

Exportações e novos negócios

Durante a apresentação, Falcette afirmou que a nova rota será estratégica para as exportações do Centro-Oeste, especialmente de produtos de maior valor agregado, como proteínas animais.

Segundo ele, a infraestrutura também abrirá oportunidades para outros segmentos da economia, incluindo bens e serviços, indústria metalmecânica, tecnologia e centros de processamento de dados (data centers).

“O projeto vai muito além do agronegócio. Ele cria novas possibilidades de investimentos e aproxima o Brasil dos mercados asiáticos, especialmente da China e do Sudeste Asiático, que hoje têm papel fundamental nas exportações brasileiras”, destacou.

Desenvolvimento regional

Além de ampliar a competitividade logística, a expectativa é que a Rota Bioceânica impulsione o desenvolvimento econômico de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

Entre os impactos esperados estão a valorização imobiliária, novos investimentos em infraestrutura, fortalecimento do agronegócio e expansão do turismo ao longo do corredor.

Segundo o secretário, a proposta é criar um fluxo contínuo de mercadorias entre os quatro países, reduzindo custos e tornando mais eficiente o transporte internacional.

“Esse projeto coloca Mato Grosso do Sul em uma posição estratégica na logística sul-americana e consolida o estado como um importante hub de exportação e importação do agronegócio brasileiro”,

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da ABIEC, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

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