
O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com preços entre estáveis e mais altos, mas sem registro de volumes expressivos negociados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve momentos de melhora nas cotações ao longo da sessão, principalmente quando o dólar se aproximou do patamar de R$ 5,20.
Os prêmios passaram por ajustes ao longo do dia e também contribuíram para a formação dos preços. Nos portos, foram registrados negócios pontuais, mas a movimentação ficou distante de um ritmo mais intenso de comercialização.
De acordo com Silveira, houve alguma atividade nos portos, porém sem grandes destaques em termos de quantidade negociada. O resultado foi uma abertura de semana marcada por sustentação dos preços, impulsionada pelo câmbio, mas sem aceleração significativa dos negócios.
Os contratos futuros da soja encerraram o pregão desta segunda-feira em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). O mercado segue pressionado pela perspectiva de uma safra norte-americana robusta na temporada 2026/27, favorecida pelas boas condições climáticas no cinturão produtor dos Estados Unidos.
Os agentes também aguardam a divulgação dos dados de evolução do plantio e das condições das lavouras, com expectativa de números positivos. Além disso, o mercado se posiciona para o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado nesta quinta-feira (11).
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 264 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
As inspeções de exportação dos Estados Unidos totalizaram 398.186 toneladas na semana encerrada em 4 de junho, abaixo das 505.109 toneladas registradas na semana anterior.
Entre os contratos negociados em Chicago, a soja para julho fechou cotada a US$ 11,15 3/4 por bushel, com queda de 5,75 centavos de dólar, ou 0,51%. O vencimento agosto encerrou a US$ 11,21 1/4 por bushel, com baixa de 4,75 centavos, ou 0,42%.
No mercado de derivados, o farelo de soja para julho caiu US$ 5,80, ou 1,88%, encerrando a US$ 302,70 por tonelada. Já o óleo de soja para julho avançou 0,59%, fechando a 74,56 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,50%. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,1802 para venda e R$ 5,1782 para compra. Durante o pregão, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,1332 e a máxima de R$ 5,1947.
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