
O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações acima da referência média no decorrer desta quinta-feira (28).
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços no curtíssimo prazo, com os frigoríficos ainda encontrando certa dificuldade na composição de suas escalas de abate.
“Sob o prisma da demanda o mercado permanece atento à Copa do Mundo, que tende a gerar efeito positivo sobre o consumo interno e também favorece a ampliação de vendas para os Estados Unidos, país sede”.
Por fim, Iglesias ressalta que a progressão da cota chinesa é outro fator relevante a ser considerado, com a perspectiva de que nas próximas duas semanas o Brasil receba o alerta de que 80% do limite de 1,1 milhão de toneladas que pode exportar ao gigante asiático sem a sobretaxa de 55% foi preenchida.
O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços durante a quinta-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de alguma melhora dos preços durante a primeira quinzena de junho.
“Para o mês de junho é grande a expectativa em torno da Copa do Mundo, com bom potencial de demanda com o evento em questão como catalisador. A carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação à carne de frango.”
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,58%, sendo negociado a R$ 5,0318 para venda e a R$ 5,0298 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0238 e a máxima de R$ 5,0748.
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