
O mercado físico do boi gordo apresentou alguma recuperação dos preços durante esta terça-feira (19).
No entanto, conforme o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, ainda se aguarda por avanços das escalas de abate no curtíssimo prazo, em linha com a pressão sazonal de oferta que costuma acontecer em maio.
“O mercado segue na expectativa em torno das decisões da China, Estados Unidos e União Europeia em relação às importações de carne bovina”, diz.
A informação do dia é que cresceu a possibilidade de flexibilização das salvaguardas impostas pela China. Há possibilidade de o Brasil acessar cotas de países que não vão conseguir exportar o volume total disponibilizado pelos chineses, a exemplo dos Estados Unidos, que das 164 mil toneladas de cota exportaram apenas 540 toneladas.
O mercado atacadista se deparou com estabilidade em seus preços ao longo da terça-feira. Segundo Iglesias, a expectativa é de continuidade do movimento de queda no decorrer da segunda quinzena do mês, período pautado por menor apelo ao consumo.
“Além disso, a carne bovina se depara com menor competitividade na comparação com as proteínas concorrentes, em especial se comparado a carne de frango”, apontou o analista.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,87%, sendo negociado a R$ 5,0411 para venda e a R$ 5,0391 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0090 e a máxima de R$ 5,0580.
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