
O mercado físico do boi gordo apresentou maior lentidão nesta terça-feira (12), visto que a indústria tem feito tentativas pontuais de compra em níveis mais baixos de preço.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o setor segue envolto de notícias conflitantes.
“Desta vez foi o anúncio da União Europeia, que a partir de setembro não comprará mais produtos de origem animal do Brasil por conta das incertezas quanto ao uso de antimicrobianos. A tendência é que o Brasil cumpra as pendências documentais e consiga evitar a suspensão”, destaca.
O especialista também pontua o caso dos Estados Unidos. “Aparentemente houve recuo por parte do presidente Donald Trump em sua tentativa de aumentar importações de carne bovina após o descontentamento de grupos de pecuaristas locais.”
O mercado atacadista se depara com acomodação dos preços da carne bovina. O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês.
Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango.
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 4,8933 para venda e a R$ 4,8913 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8893 e a máxima de R$ 4,9153.
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