
A Embrapa, por meio de uma pesquisa em agrobiologia, desenvolveu uma alternativa sustentável aos fertilizantes fosfatados, utilizando a estruvita, um mineral produzido a partir de resíduos da suinocultura. Essa inovação visa reduzir a dependência de fertilizantes importados e promover práticas agrícolas mais sustentáveis.
A pesquisa teve início há três anos e meio, com financiamento do CNPq e a colaboração de diversas instituições, incluindo a Universidade de Santa Maria e a Universidade Federal de Santa Catarina. O foco é a recuperação de fósforo e nitrogênio presentes em dejetos suínos, que são utilizados para a produção da estruvita.
A estruvita se apresenta como um fertilizante mineral com 28% de P2O5, 5% de nitrogênio e 10% de magnésio. Os testes realizados em diferentes culturas, como soja, milho e trigo, mostraram que a eficiência agronômica da estruvita é comparável à do superfosfato triplo, desafiando a expectativa de menor eficiência em solos tropicais.
Essa tecnologia pode ajudar os produtores a gerenciar melhor os dejetos suínos, permitindo a ampliação do plantel e, consequentemente, o aumento da produção e da renda. A adoção da estruvita é mais viável para granjas médias e grandes que já utilizam sistemas de biogás.
Com essa inovação, a Embrapa reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na agricultura brasileira, contribuindo para um futuro mais verde e produtivo.
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