
O controle de plantas daninhas é um desafio contínuo e decisivo na pecuária. A dúvida sobre o momento ideal para a aplicação do herbicida no pasto novo é crucial para evitar infestações futuras e garantir a saúde da forrageira.
O engenheiro agrônomo Wagner Pires, especialista em pastagens pela Esalq-USP, oferece uma “dica de ouro”: o produtor não deve esperar o capim crescer para abafar a planta daninha, pois essa estratégia é ineficaz e altamente arriscada.
O risco dessa negligência é que, ao ser pastejado, o pasto “desabafa”, permitindo que a planta daninha volte com força e sementeie. O sementeamento é um problema grave e de longo prazo: de uma única planta podem sair centenas de sementes que germinarão nos anos seguintes, perpetuando o problema na fazenda.
Confira:
Para o manejo de pastagem em formação (pasto novo), a aplicação de herbicida é considerada obrigatória se houver histórico de plantas daninhas na área. A estratégia correta é agir nos primeiros estágios de desenvolvimento da invasora para garantir a máxima eficácia e o menor custo:
Ao realizar esse controle precoce, o produtor “limpa o pasto”, permitindo que o capim estabelecido saia na frente, garantindo a eficiência produtiva da nova área.
No caso de pastagem estabelecida com plantas daninhas velhas e lenhosas, o manejo é diferente e exige um trabalho de longo prazo, com planejamento de pelo menos três anos para limpar definitivamente a área:
Wagner Pires reforça que a chave é não perder o momento certo para o controle. A disciplina em agir com técnica e dosagem corretas é o que garante a eliminação das daninhas e a longevidade da pastagem.
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