
Há quase três décadas, a Família Schommer escreve sua história na suinocultura em Salvador do Sul (RS) — e cresce junto com a comunidade. O trabalho começou pequeno, com 200 matrizes, e hoje soma 5.000 entre as unidades do grupo. A casa fica ao lado da lida, a rotina é de família unida e o resultado aparece em desempenho, qualidade e prêmios.
Nascido e criado na região, Marco Schommer passou a infância na pequena propriedade dos pais, entre leite, hortaliças e poucos suínos. A virada veio após um estágio na Alemanha, que mostrou processos, foco e escala. De volta ao Brasil, uma intempérie nas estufas abriu espaço para uma proposta de integração na suinocultura.
Em 1998, Marco iniciou uma unidade de produção de leitões (UPL) com 260 matrizes; a boa resposta levou à expansão contínua.
Hoje o grupo opera três núcleos: uma UPL em São José do Sul (1.200 matrizes), outra em Pouso Novo (2.400) e a base em Salvador do Sul. A família também mantém avicultura de corte. O crescimento veio com gestão e divisão de responsabilidades: “Trabalho perto de casa, escala bem planejada e gente certa no lugar certo”.
Entre 37 e 38 colaboradores integram o time. Em cada granja há um responsável: em Salvador do Sul, a Magali lidera 11 funcionários; em Pouso Novo, a gestão fica com Rosa e Sérgio; nos frangos, dois casais integrados tocam a operação. A rotina começa cedo, com checagem de lotes, treinamento e metas simples, porém constantes: cuidar bem do animal, padronizar processos e não perder o detalhe.
A união familiar é o ponto mais visível — e decisivo — para atravessar crises de preço, mão de obra e ciclos de mercado. “Gostar do que faz, insistir no certo e aprender com cada desafio” virou método. O resultado é tempo otimizado, mais presença com as filhas e constância produtiva.
A granja atravessou a linha do tempo da suinocultura: da monta natural à inseminação intrauterina, de galpões rústicos à climatização completa, com ambiência, automação, alarmes e sensores. O salto técnico elevou bem-estar e desempenho: se antes 10 leitões/fêmea era excepcional, hoje a meta é ≈15 por parto e ≈35 leitões/fêmea/ano.
Os indicadores acompanham a modernização, e a família coleciona premiações: Granja Schommer 1, Schomer 2 e o núcleo de Pouso Novo já foram reconhecidos mais de uma vez — reflexo de processo, manejo e disciplina.
A integração viabiliza escala e suporte técnico diário (técnicos e veterinários à disposição), reduzem riscos e sustentam a expansão. Para os Schomer, a parceria ofereceu previsibilidade para investir, alojar e escoar — e a contrapartida é sanidade, bem-estar e performance.
O plano agora é seguir modernizando estruturas, adequar bem-estar e manter o foco em gente e gestão. Na sucessão, o desejo é que as filhas tenham liberdade para escolher — com a certeza de que há um negócio sólido, profissional e sustentável esperando por elas.
Mensagem aos jovens do campo
“Tem espaço para quem se profissionaliza”, diz Marco. A receita é direta: conhecer a lida de perto, estudar, padronizar rotinas, respeitar o checklist e cuidar do animal todos os dias. O campo devolve em qualidade de vida, renda e propósito — especialmente para quem encara a suinocultura com simplicidade, técnica e coração.
*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo
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